sábado, 13 de novembro de 2010

sentido

Então já não acompanho a velocidade com que as coisas se misturam.
Nesse emaranhado de mundos vasculho o sentido da coisa.
Mas o sentido da coisa é apenas um "sentido da coisa".
E eu não consigo dar conta do sentido completo.
 Por mais que tome meu corpo.
Eu ainda insisto em vendar os olhos, tapar os ouvidos e amordaçar a minha boca.
 Se soubesse qualquer outra forma a mais de isolar contato eu ainda faria.
Tenho me negado a sentir o sentir.
Pois finjo que sinto.
Me isolo pra sentir e deixo o sentido fora da minha zona de proteção.
E nem sei bem reconhecer que forma ganha minha pele.
Qual a dança tem feito minha musculatura.
Qual o ritmo das minhas veias.

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